quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Tudo que é polêmico serve como reflexão na busca para sermos pessoas melhores, mais conscientes, bem informadas e socialmente ajustadas.

Minha noite perdida com o Big Brother Brasil

Publicado por: Regis Tadeu, especial para o Yahoo!, em 26/01/2011 - 14h54
“Se você não fizer isto, vamos trancá-lo em uma sala aqui no prédio e você será obrigado a ouvir todos os discos do Julio Iglesias ininterruptamente durante 90 dias, e alimentado apenas com bolachas recheadas com morango e suco de caju”. Foi exatamente desta forma amistosa e sutil que o pessoal do Yahoo! me convenceu a fazer algo inédito em minha vida: assistir a um capítulo de uma edição do Big Brother Brasil.

Sim, desde a primeira edição deste troço eu dizia com orgulho típico dos grandes patriotas do passado – como Churchill, Eisenhower, Thomas Jefferson e Dario “Dadá Maravilha Peito de Aço” - que jamais havia parado para assistir a um minuto sequer deste reality show. Claro que eu sabia da existência de alguns de seus participantes, seja por intermédio de pessoas amigas que tentavam comentar comigo a respeito do que acontecia na tal casa, seja pelo fato de algumas figuras oriundas de lá terem tentado a carreira artística e se dado mal. Quem não se lembra do tal de Ban Ban, um sujeito que parecia ter um queijo gorgonzola no lugar do cérebro e que tentou emplacar como comediante e como cantor de “funk carioca”, falhando miseravelmente em ambas as tentativas? E do tal de “Alemão”, rapidamente aposentado depois de uma efêmera tentativa em se tornar repórter?

Pois bem, aceitando o “gentil convite” do Yahoo!, lá fui na última terça-feira sentar em meu confortável e aconchegante sofá, armado com uma garrafa de Jack Daniel’s, uma garrafa de Coca-Cola, um balde com gelo e uns petiscos saborosos para assistir finalmente a um capítulo deste troço.

Logo de cara, fiquei sabendo que era noite de “paredão”, ou seja, um dos meliantes... ahn... quero dizer, participantes... seria eliminado. Os dois candidatos colocados em votação eram um tal de Diogo – um brutamonte que posa de sensível, mas que precisa cortar um abacate para saber quantos caroços existem lá dentro - e um tal de Maurício, um autointitulado “músico” que, ao rir, parecia ter 649 dentes na boca. O eliminado foi o "Sr. sorriso”, que foi inexplicavelmente ovacionado pelos outros integrantes da casa e saudado como herói do lado de fora. Ué, o cara foi eliminado e tratado como vencedor e “rei da cocada preta”? Que raio de jogo é este?

Uma tal de Natália começou então a chorar depois que o “Sr. cheio de dentes” foi botado para fora. Ué, se é uma competição, por que esta menina ficou com cara de quem acabou de enterrar um parente? Fico sabendo que foi ela quem colocou o tal sujeito no “paredón”. Mas... E daí? O mais incrível é que ela caiu aos prantos quando uma tal de Paula disse que ela era “séria e fechada”. Pô, chorar por causa disto é o fim da picada. Se ela então recebesse as mensagens que alguns leitores costumam enviar aqui para o Yahoo! em relação a mim e aos meus textos, ela cortaria os pulsos com uma serra elétrica!

Agora, a cena mais patética deste verdadeiro antro de estupidez aconteceu quando o tal Diogo, que havia concorrido com o “Sr. boca aberta” no paredão, ficou tão emocionado que, além de chorar como um bebê sem a sua mamadeira, ficou ajoelhado no jardim e repetia “eu te amo, Mau Mau” como se fosse um mantra. Ora, ou isto foi uma tremenda declaração de amor gay ou uma inacreditável demonstração de cara de pau por parte do tal zé mané, em um evidente “jogo para a galera”, para que todos se sintam comovidos e solidários em sua tristeza de plástico. Patético!

Para piorar, foram mostrados os... ahn... “melhores momentos” dos capítulos anteriores, que se resumiram a uma inacreditável “Festa do Vampiro”, com todos os participantes vestidos como se estivessem em uma espécie de “festa gótica do ridículo”. Por incrível que pareça, nada aconteceu a não ser as “periguetes” fazendo jus aos seus papeis e os “zé manés” fingindo que não estavam nem aí até o momento em que a cachaça bateu na cabeça, quando então passaram a olhar as meninas com a ansiedade típica que a gente vê em atuns defumados.

Um capítulo à parte é o Pedro Bial, um sujeito evidentemente culto, mas que age no programa como se fosse uma espécie de animador de bingo de fundo de quintal. Fiquei impressionado como ele, mesmo nos momentos mais animados, mostra uma disfarçada ironia ao falar com os participantes e com o público, buscando esconder o evidente desejo de estar muito longe dali e, ao mesmo tempo, tendo a consciência de que está falando com idiotas, sejam aqueles que estão dentro da tela ou em suas casas.

Quando acabou o programa, a única coisa que consegui fazer foi repetir as clássicas palavras do Coronel Klutz, interpretado pelo genial Marlon Brando, no filme Apocalypse Now: “o horror... o horror... o horror...”. Tratei de beber e comer o que restou em cima da mesa, certo de que havia desperdiçado preciosos minutos de minha existência assistindo a um bando de mentecaptos se portando como se estivessem em uma colônia de férias cuja grande atração é um curso de “auto-ajuda do nada”, ministrado por um dos seres mais asquerosos do planeta – um tal de Boninho, um sujeito que dirige o programa e que se vangloria de jogar ovos do alto de sua luxuosa cobertura nas pessoas que passam na rua. Bem, o que se poderia esperar de um sujeito destes?

Por fim, antes de dormir, fiquei com uma pergunta martelando na cabeça: “por que as pessoas assistem a este troço?”

*Regis Tadeu normalmente é colunista de música do Yahoo!. Foi convidado para falar de BBB 11 e, acredite, aceitou. Leia as colunas dele aqui.

Fonte: http://bbb11.yahoo.net/blog/61/minha-noite-perdida-com-o-big-brother-brasil.html

Excelente texto sobre inteligência emocional


Introdução
        Até pouco tempo atrás o sucesso de uma pessoa era avaliado pelo raciocínio lógico e habilidades matemáticas e espaciais (QI). Mas o psicólogo Daniel Goleman, PhD, com seu livro "Inteligência Emocional" retoma uma nova discussão sobre o assunto. Ele traz o conceito da inteligência emocional como maior responsável pelo sucesso ou insucesso das pessoas. A maioria da situações de trabalho é envolvida por relacionamentos entre as pessoas. Desta forma pessoas com qualidades de relacionamento humano, como afabilidade, compreensão, gentileza têm mais chances de obter o sucesso.
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O que é Inteligência Emocional?
        A Inteligência Emocional está relacionada a habilidades tais como motivar a si mesmo e persistir mediante frustações; controlar impulsos, canalizando emoções para situações apropriadas; praticar gratificação prorrogada; motivar pessoas, ajudando-as a liberarem seus melhores talentos, e conseguir seu engajamento a objetivos de interesses comuns. (Gilberto Vitor)
        Daniel Goleman, em seu livro, mapeia a Inteligência Emocional em cinco áreas de habilidades:
    1. Auto-Conhecimento Emocional - reconhecer um sentimento enquanto ele ocorre. 2. Controle Emocional - habilidade de lidar com seus próprios sentimentos, adequando-os para a situação. 3. Auto-Motivação - dirigir emoções a serviço de um objetivo é essencial para manter-se caminhando sempre em busca. 4. Reconhecimento de emoções em outras pessoas. 5. Habilidade em relacionamentos inter-pessoais.
        As três primeiras acima referem-se a Inteligência Intra-Pessoal. As duas últimas, a Inteligência Inter-Pessoal.
        Inteligência Inter-Pessoal: é a habilidade de entender outras pessoas: o que as motiva, como trabalham, como trabalhar cooperativamente com elas.
    1. Organização de Grupos: é a habilidade essencial da liderança, que envolve iniciativa e coordenação de esforços de um grupo, habilidade de obter do grupo o reconhecimento da liderança, a cooperação espontânea. 2. Negociação de Soluções: o papel do mediador, prevenindo e resolvendo conflitos. 3. Empatia - Sintonia Pessoal: é a capacidade de, identificando e entendendo os desejos e sentimentos das pessoas, responder (reagir) de forma apropriada de forma a canalizá-los ao interesse comum. 4. Sensibilidade Social: é a capacidade de detectar e identificar sentimentos e motivos das pessoas.
        Inteligência Intra-Pessoal: é a mesma habilidade, só que voltada para si mesmo. É a capacidade de formar um modelo verdadeiro e preciso de si mesmo e usá-lo de forma efetiva e construtiva.
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Os tipos de inteligência
        O psicólogo Howard Gardner da Universidade de Harward, nos Estados Unidos, propõe “uma visão pluralista da mente” ampliando o conceito de inteligência única para o de um feixe de capacidades. Para ele, inteligência é a capacidade de resolver problemas ou elaborar produtos valorizados em um ambiente cultural ou comunitário. Assim, ele propõe uma nova visão da inteligência, dividindo-a em 7 diferentes competências que se interpenetram, pois sempre envolvemos mais de uma habilidade na solução de problemas.     Embora existam predominâncias, as inteligências se integram:
    •     Inteligência Verbal ou Lingüística: habilidade para lidar criativamente com as palavras. •     Inteligência Lógico-Matemática: capacidade para solucionar problemas envolvendo números e demais elementos matemáticos; habilidades para raciocínio dedutivo. •     Inteligência Cinestésica Corporal: capacidade de usar o próprio corpo de maneiras diferentes e hábeis. •     Inteligência Espacial: noção de espaço e direção. •     Inteligência Musical: capacidade de organizar sons de maneira criativa. •     Inteligência Interpessoal: habilidade de compreender os outros; a maneira de como aceitar e conviver com o outro. •     Inteligência Intrapessoal: capacidade de relacionamento consigo mesmo, autoconhecimento. Habilidade de administrar seus sentimentos e emoções a favor de seus projetos. É a inteligência da auto-estima.
        Segundo Gardner, todos nascem com o potencial das várias inteligências. A partir das relações com o ambiente, aspectos culturais, algumas são mais desenvolvidas ao passo que deixamos de aprimorar outras. Nos anos 90, Daniel Goleman, também psicólogo da Universidade de Harward, afirma que ninguém tem menos que 9 inteligências. Além das 7 citadas por Gardner, Goleman acrescenta mais duas:
    •     Inteligência Pictográfica: habilidade que a pessoa tem de transmitir uma mensagem pelo desenho que faz. •     Inteligência Naturalista: capacidade de uma pessoa em sentir-se um componente natural. Voltar
Importância das Emoções
    • Sobrevivência: Nossas emoções foram desenvolvidas naturalmente através de milhões de anos de evolução. Como resultado, nossas emoções possuem o potencial de nos servir como um sofisticado e delicado sistema interno de orientação. Nossas emoções nos alertam quando as necessidades humanas naturais não são encontradas. Por exemplo, quando nos sentimos sós, nossa necessidade é encontrar outras pessoas.Quando nos sentimos receosos, nossa necessidade é por segurança. Quando nos sentimos rejeitados, nossa necessidade é por aceitação.
    • Tomadas de Decisão: Nossas emoções são uma fonte valiosa da informação. Nossas emoções nos ajudam a tomar decisões. Os estudos mostram que quando as conexões emocionais de uma pessoa estão danificadas no cérebro, ela não pode tomar nem mesmo as decisões simples. Por que? Porque não sentirá nada sobre suas escolhas.
    • Ajuste de limites: Quando nos sentimos incomodados com o comportamento de uma pessoa, nossas emoções nos alertam. Se nós aprendermos a confiar em nossas emoções e sensações isto nos ajudará a ajustar nossos limites que são necessários para proteger nossa saúde física e mental.
    • Comunicação: Nossas emoções ajudam-nos a comunicar com os outros. Nossas expressões faciais, por exemplo, podem demonstrar uma grande quantidade de emoções. Com o olhar, podemos sinalizar que precisamos de ajuda. Se formos também verbalmente hábeis, juntamente com nossas expressões teremos uma possibilidade maior de melhor expressar nossas emoções. Também é necessário que nós sejamos eficazes para escutar e entender os problemas dos outros.
    • União: Nossas emoções são talvez a maior fonte potencial capaz de unir todos os membros da espécie humana. Claramente, as diferenças religiosas, cultural e política não permitem isto, apesar dar emoções serem "universais".
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Teste de QE
Como melhorar seu QE?
        Daniel Goleman em seu livro diz que a melhor maneira de tornar as pessoas mais inteligentes emocionalmente é começar a educá-las quando ainda são crianças. Em uma entrevista à HomeArts ele adverte que deve-se lembrar que ensinar inteligência emocional às crianças não significa que você não possa ser neurótico. Você apenas precisa ver o que a criança precisa, e estar lá para ela.     Nesta mesma entrevista Daniel Goleman afirma que para um adulto melhorar sua própria inteligência emocional, a primeira tarefa é desaprender e reaprender, devido ao fato que seus hábitos emocionais foram aprendidos na infância. Entrevista completa com Daniel Goleman.
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Escola da Educação
        Uma das grandes preocupações dos pais hoje em dia, é educar seus filhos emocionalmente, ou seja, prepará-los para enfrentar os desafios impostos pela vida com inteligência. Ensiná-los, como reagir nas diversas ocorrências que podem vir a acontecer.
        Segundo, Terezinha Castilho Fulanetto, devemos desenvolver todos os tipos de inteligência na criança, pois se todo o espectro é estimulado, a criança se desenvolve mais harmonicamente, previnindo obstruções e evitando bloqueios de capacidades. Todas as competências da criança devem ser estimuladas.
        "Ter inteligência emocional significa perceber os sentimentos dos filhos e ser capaz de compreendê-los, tranquilizá-los e guiá-los." Diz John Gottman em seu livro Inteligência Emocional e a Arte de Educar Nossos Filhos. Segundo ele, os pais devem ser os preparadores emocionais dos filhos, o que muitas vezes não tem ocorrido devido ao stress e a correria do cotidiano.
        A infância modificou-se muito nos último anos, o que vem dificultar ainda mais o aprendizado afetivo. Os pais que são efetivamente preparadores emocionais, devem ensinar aos filhos estratégias para lidar com os altos e baixos da vida. Devem aproveitar os estados de emoções das crianças, para ensiná-las como lidar com eles e ensiná-la como tornar-se uma pessoa humana.
        Porém, nas últimas décadas, uma visão desmedidamente liberal entre pais e filhos e escola/crianças tem comprometido a educação e o aprendizado, diz Roberto Lira Miranda, em Além da Inteligência Emocional: Uso integral das aptidões cerebrais no aprendizado, no trabalho e na vida. O receio de produzir crianças reprimidas está gerando uma quantidade muito grande de crianças mal educadas e emocionalmente menos aptas.
        Para aqueles pais que ainda não são preparadores emocionais, Gottman, propõe 5 passos para que se tornem:
        1. Perceber as emoções das crianças e as suas próprias; 2. Reconhecer a emoção como uma oportunidade de intimidade e orientação; 3. Ouvir com empatia e legitimar os sentimentos da criança; 4. Ajudar as crianças a verbalizar as emoções; 5. Impor limites e ajudar a criança a encontrar soluções para seus problemas.
        Embora os pais tenham papel fundamental na educação emocional dos filhos, algumas iniciativas em escolas têm se mostrado positivas. Hoje, assistimos ao fortalecimento do indivíduo enquanto pessoa, fazendo com que as instituições, para obter sucesso, moldem-se aos indivíduos, treinando professores para tal missão.
        Segundo Gilberto Vitor, estamos assistindo a passagem de uma sociedade de sobrevivência para uma de realização pessoal, onde o indivíduo ganha importância enquanto valor e responsabilidade. Daí o surgimento de tantas associações.
        O "princípio da educação emocional" é simples. Devemos ensinar ao indivíduo o senso de respeito, importância e de responsabilidade. Não apenas falando ou impondo responsabilidades, mas compartilhando responsabilidade com ele. E isto é fácil de se conseguir: atividades em equipes, onde todos trabalham igualmente e possuam a responsabilidade de manter a equipe viva.
        Ainda segundo Gilberto Vitor, a "escolas emocionais" devem:
    • Investir menos esforços em medir conhecimentos (as notas) e mais tempo e enfoque na aprendizagem.
    • Compartilhar responsabilidades com seus alunos.
    • Investir nas tecnologias modernas de ensino.
    • Identificar e promover talentos individuais.
    • Promover reciclagem permanente de professores.
    • Enfatizar atividades em grupo.
    • Enfatizar a criatividade de cada aluno.
    • Ensinar o aluno como aprender.
        Percebemos que a educação deve ser prioridade do Estado. Mas não só uma responsabilidade dele. Todos devemos compartilhar na educação de nossas crianças e adolescentes, dando oportunidade a eles de crescer e "se tornar adultos", dando oportunidade de mostrarem-se à humanidade, para que fatos lamentáveis, como adolescentes incendiando mendigos, deixem de acontecer.
    "Todos somos beneficiários de uma boa educação da juventude."

        Terezinha Castilho Fulanetto é orientadora educacional e coordenadora pedagógica do Curso de Educação Infantil do Instituto de Ensino "Santo Ivo".
Fonte: http://www.din.uem.br/ia/emocional/

Você sabe o que é realmente a inteligência emocional?


Inteligência Emocional Desenvolvida
A inteligência emocional é um tipo de inteligência que envolve as emoções voltadas em prol de si mesmo. Para que um indivíduo se desempenhe bem esse necessita de inteligência intelectual, flexibilidade  mental, objetivos traçados, equilíbrio emocional e determinação. Adquirindo a capacidade de se auto-conhecer, lidar com os sentimentos, controlando-os, administrando as emoções, levando-as a serem influenciadas pelos objetivos, relacionando-se e observando o emocional de outras pessoas.
As emoções muitas vezes influenciam as pessoas em suas decisões e isso significa que esta se mantém positivamente ativa já que colabora com o amplo e global crescimento do indivíduo. Pode ser desenvolvida positivamente já que possui tanta influência sobre as pessoas através das observações e avaliações do próprio comportamento e sentimento, ocultando sentimentos como raiva, desânimo, frustração e substituindo-os por bom-humor, entusiasmo, positivismo.

Por Gabriela Cabral
Equipe Brasil Escola
Fonte: http://www.brasilescola.com/psicologia/inteligencia-emocional.htm

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Qual é o espaço do educador na sociedade?

Por Josneia Martins*
http://www.jornaldaeducacao.inf.br/index.php?option=com_content&task=view&id=635

O que o educador significa na sociedade?Afinal quem é o educador hoje?Qual a necessidade?São muitos os questionamentos. E estes se tornam maiores quando se houve de outro profissional que passou pelas mãos de educadores que existem outras profissões mais importantes, que possuem mais conhecimento; Infelizmente precisei buscar  ajuda no departamento de saúde em determinada cidade. Pelo telefone uma pessoa muito educada a principio, me atendeu quando iniciei os questionamentos sobre os procedimentos que iriam ser tomados referente ao paciente irritou-se e acredito que no momento se expressou de maneira inadequada quero acreditar quando enfatizou que no local havia vários médicos e que esses com certeza eram muito mais importantes que uma simples professora. 
Continuo a analisar e a me examinar?O que houve?Pois o médico não seria médico se não houvesse um educador ou estou errada?
Na minha concepção todos nós seres humanos independentes da nossa formação somos importantes na sociedade o que nos difere são as nossas responsabilidades, jamais irei entrar numa clínica e clinicar assim como educadora não aceitaria um médico alfabetizando meus educandos, por felicidade a ética ainda existe e é respeitada.
Mas voltando aos meus amigos educadores precisamos resgatar e ocupar nosso espaço na sociedade. A impressão é que não existimos.
É verdade que muitas vezes, nossa missão exige muito de nós, a ponto de causar dores, esgotamento físico, mental senti monos extenuados devido às dificuldades do dia a dia. Muitas vezes nos estagnamos por que fazer?O educando não quer?
Com certeza esses fatores nos deixam desmotivados, porém agora é o momento de revertemos este quadro nós somos os únicos por onde passam doutores,enfermeiros,dentistas ,políticos e muitas outra profissões,temos o poder de formar cidadãos competentes,dedicados e equilibrados para viver na sociedade como também pode ser ao inverso.Quero lembrar as palavras de um grande educador que em uma das suas reuniões abandonar claro que para que houvesse cidadãos competentes,comprometidos e equilibrados existia  a necessidade de haver educadores ”...competentes,determinados e que acreditassem no amor na educação”.
Concordo para desenvolvermos um trabalho com qualidade é necessário paixão como cita Rubem Alves “... a paixão é o segredo do sentido da vida”pag. 27. Joinville é uma cidade privilegiada a maioria das escolas publicas e particulares são formadas por educadores competentes. Particularmente acredito que a mudança que todos almejamos como a valorização do educador esta em nossas mãos. A educação só mudará quando os educadores através da dialética, do bom senso desenvolver sua missão com muita motivação e paixão com nossos educandos dia a dia e buscar a valorização com os órgãos competentes através de reuniões, diálogos, com resultados concretos e não somente números e principalmente a união e o respeito entre nós.
Portanto convido todos os educadores de Joinville a buscar o conhecimento, dividi-lo através de grupos de estudos.
Vamos nos valorizar sim, mas sem esquecer-se da humildade, pois trabalhamos com seres humanos que muitas vezes não precisam de conteúdo, mas de um abraço, um olhar, um sorriso, uma palavra amiga. Com certeza o processo de ensino aprendizagem acontecerá e talvez de uma maneira inexplicável e com certeza significativa.
Ser educador não é profissão é missão,você educador é um ser muito especial.

*Josneia Martins é professora da Rede Municipal de Joinville. Graduada em Pedagogia/Administração. Especialização Interdisciplinariedade e Gestão Educacional

A distância entre as gerações X, Y, Z e a educação do século XXI


O assunto Conflito de Gerações é muito interessante e como trabalho muito com adolescentes sempre estou em busca de um formato novo para o relacionamento em sala de aula, ou fora dela, com meus alunos. Essa semana estive no parque da cidade – desta vez com um olhar diferente – e fiquei observando alguns brinquedos mais radicais, como Crazy Dance, Evolution, Samba ou o fantástico Super FresBee. Percebe-se que uns 90% dos usuários são crianças ou adolescentes e que toda aquela brincadeira radical tem um efeito poderoso – como uma droga potente - e fiquei matutando o seguinte: alguns dos adolescentes que recebo em minha aula são os mesmos que adoram ficar dependurados de cabeça prá baixo em uma peça giratória de duas partes que se cruzam, chacoalhando em uma plataforma giratória que acompanha a música que estiver tocando, rodando uns três minutos em uma cadeira que faz companhia a várias outras em uma espécie de balé em ritmo ultra-rápido ou rodando enquanto balançam em um enorme pêndulo recheado de cadeiras onde os usuários se espremem, gritam, choram e se desesperam. O ritmo da vida das crianças e adolescentes deste início de século é pautado pela quantidade de tecnologia e facilidades que são criados diariamente para o consumo desenfreado deles e deve realmente ser desesperador diminuir este ritmo de vida sensivelmente e se portar como um perfeito CDF por 3 ou 4 horas em uma sala de aula, com um professor que conhece infinitamente menos tecnologia do que eles acham que seria o ideal. O que parece é que as crianças e adolescentes do mundo atual vivem em um universo cada vez menor, cansam-se cada vez mais rápido das coisas, querem cada vez mais aventuras, procuram diariamente por limites que possam ser quebrados e só podem ser “controlados” pela lógica natural das relações de respeito e admiração. Leis e regras ajudam, mas não são nada se desacompanhadas do que foi frisado até aqui.
Amo a educação e vejo-a como um dos pilares da sociedade de todos os tempos. A família é outro dos pilares. Mas, é quase palpável que há uma regra silenciosa nos empurrando para a necessidade de estudar mais sobre a própria adolescência, sobre toda a tecnologia que for possível absorver para multiplicar, sobre as novas formas de educação e sobre como sermos educadores melhores, mais antenados, bem relacionados, qualificados e, consequentemente, mais respeitados ou admirados. É impossível separar o aluno da pessoa e o sucesso da educação parece estar proporcionalmente relacionado com o quanto aceitamos nossas limitações neste início de século XXI, enfrentado-as e nos melhorando sistematicamente.  

Conhecimento é poder!

Celular em Sala de Aula

Celulares podem se tornar grandes aliados na educação do século XXI Tecnologias Móveis em Sala de Aula