domingo, 10 de abril de 2011

Comentário do professor Sthenyo ao meu artigo anterior

09 de abril de 2011


Vendo suas palavras, me fez lembrar que por vezes tento entender o que realmente está por traz do que vemos cotidianamente.
Recentemente, pensando sobre os movimentos políticos e sociais, eu cheguei a um entendimento simples, sobre algumas ações que muita gente chama, com um tom por vezes sarcástico, de assistencialismo.
O insight, foi uma síntese de minhas reflexões antes e pós Senai. O fato de entrar em sala de aula, me permitiu ver, que apesar de todo meu esforço, não consegui ensinar a todos “Pescarem”. E isso me incomodou muito, pois eu sabia que aquele cidadão perdera mais uma oportunidade de superar os limites que suas circunstâncias lhe impuseram. Diante desta realidade, percebi que se cobrarmos dos desprovidos, a mesma capacidade que por sorte temos, criaríamos além de nossos muros, bombas relógio, que por ironia do destino, são programadas para detonar em nossas mãos ou nas mãos de nossos queridos.
Temos falhas gravíssimas em nosso país, quanto à conduta de nossos políticos, mas não podemos descontar em nossa gente, o repúdio que temos por eles.
Devemos entender e aceitar, que o problema dos outros também é nosso. Quando vejo algumas pessoas enchendo os pulmões para dizer que ao invés de dar o peixe, preferem ensinar a pescar, é a prova cabal de que não sabe o que é ensinar, isso se esta pessoa se dispôs a ensinar alguém a “pescar” pelo menos uma vez.
Nem sempre uma pessoa, acredita que precisa aprender algo, nem sempre esta pessoa tem alguém para incentivá-lo, além de seu professor, que ela vê apenas 8 horas, das 168 que tem em uma semana.
Sempre nos balizamos nos exemplos de superação de poucos, e de forma simplista e doutrinária enaltecemos os vitoriosos e ignoramos a maioria que com oportunidade ou não, não conseguiu superar o que para nos, as vezes, nem parece ser um obstáculo.
Não podemos resumir vitória em perseverança, e muito menos felicidade em vitórias (pois nosso conceito prepotente de vitória, exclui o clímax que alguns desprovidos atingem quando podem desfrutar de carne em sua refeição ou de um abraço com verdadeiro amor).
O caso ocorrido no Rio de Janeiro, talvez pudesse ter sido adiado, mas pouco provável que seria evitado, pois Wellington Oliveira era o resultado de um contexto com inúmeros infortúnios, só uma sociedade mais consciente e humanizada, e não poucos heróis, poderia salva-lo de seu destino atroz.
Aproveito o momento para expressar minha profunda tristeza pelas mortes e pelas sequelas, impostas as crianças e as famílias vitimas desta tragédia.

Obrigado Loiola pela sugestão de reflexão.

"Me ensine algo se quiser, mas se me amar, veraz que aprenderei a ser pleno!" (Sthenyo)

Até segunda!

Atenciosamente,

Sthenyo Ribeiro

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Refletindo sobre tragédias humanas

Nasci em meio às incertezas da ditadura militar, vivi os beatles e parte da revolução sexual da década de 70, aproveitei cada dia da década musicalmente romântica e politicamente burbulhante dos anos 80, vivenciei na prática as expectativas para a virada de milênio dos anos 90 e saboriei a primeira década deste novo século das comunicações, da forma mais intensa que me foi permitido, com todos os momentos bons e ruins. Cometi muitos erros e aprendi muita coisa que apenas vivenciando é possível. Nasci em um 8 de maio e durante a minha caminhada destas quase cinco décadas fui amparado por muitas mãos amigas que me ajudaram a identificar as qualidades pessoais que tenho e que podem ser de grande ajuda, se colocadas, adequadamente, à disposição da sociedade onde estou inserido. Como um - orgulhoso - professor do Senai do Distrito Federal, que trabalha com tecnologia desde os anos 80, tive a oportunidade e a felicidade de conviver com muita gente diferente. Aprendi que a mais fantástica das tecnologias pode realmente deixar um homem sem palavras e o avanço tecnológico que estamos vivendo pode nos transportar ao futuro que desejarmos. Mas aprendi, acima de tudo, que nada é mais fantástico do que a pessoa humana vivendo em harmonia, ou quase, com seus semelhantes e com todos os recursos naturais que esta morada chamada terra nos proporciona. Aprendi que um simples abraço, em doses diárias, tem mais efeito do que qualquer outro remédio para os males da alma e um sorriso sincero, acompanhado da frase certa, pode iluminar um coração mil vezes mais que toda a energia de que achamos dispor para tal.
O ser humano não pode ser tratado como um acessório. A vida humana não é descartável e as ações que praticamos aos nossos semelhantes e ao mundo se transformarão em reação de igual grandeza. O trágico evento que tivemos recentemente em uma escola de ensino fundamental no Rio de Janeiro é um sinal de alerta. Um sinal de que talvez a sociedade esteja mesmo doente e que é chegada a hora de refletir profundamente sobre o tipo de futuro que desejamos para nós e para os que amamos. É impossível cuidar apenas dos que estão próximos, porque do meio daqueles que não estão tão próximos pode sair o nosso algoz. O respeito à família, a consideração pelo próximo e o seguimento da ética e moral que devem reger os relacionamentos talvez seja a única forma de evitar as tragédias maiores que parecem avizinhar-se. 
Toda tragédia tem um lado que, ironicamente, pode ser visto como positivo: somos puxados de volta aos nossos lugares, a realidade se apresenta sem máscaras e a reflexão profunda, dolorosa e transformadora toma conta de nossas almas e corações. Nas tragédias lembramos que somos filhos de um Pai que nos deseja evoluindo até a pefeição e que nossos desejos carnais e paixões desenfreadas são algumas das causas primárias das mesmas tragédias que nos trazém à reflexão.
Temos a impressão clara de que um pouco de ambição e desejo de melhoria pessoal não faz a ninguém, mas colocar isso a frente do amor que devemos ter por nossos semelhantes é o pior de todos os nossos pecados capitais.
Ainda vamos ter de refletir muito sobre tudo isso...

Folga off-line garantida?

Fonte:  http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/eu-estudante/tf_carreira/2017/09/10/tf_carreira_interna,624717/folga-off-line-garan...