sábado, 25 de janeiro de 2014

Compromisso x Envolvimento

A Galinha e o Porco

fonte: http://dinheiroonline.me/galinha-e-o-porco/

Começar um negócio não é fácil. Assumir uma posição de responsabilidade em uma empresa também não. É pertinente que se façam aqui algumas considerações sobre projetos que assumimos na vida. Podemos ter dois tipos de relacionamentos com aquilo que fazemos: compromisso e envolvimento.
O Compromisso é uma espécie de acordo que não gera grandes danos ou dano nenhum a pessoa que deixa de cumpri-lo. Contudo, o envolvimento exige muito, como o próprio nome diz, “envolve” a pessoa de uma forma quase sem saída. No envolvimento o risco é muito maior e gera muita tensão. Tendemos naturalmente, de acordo com a psicologia, a empregar uma força equivalente à tensão submetida sobre nós, ou seja, quanto maior for a tensão (o risco que está em jogo) maior será a vontade e a responsabilidade de cumprir uma determinada meta.

Existe uma estória que exemplifica muito bem o que está sendo dito. A estória do porco e da galinha:

Era uma vez em uma fazenda não muito distante um grupo de galinhas que ganhavam por cada ovo que era botado. Assim como os outros animais da fazenda elas recebiam de acordo com aquilo que produziam. Um certo dia, uma galinha do grupo das galinhas teve uma grande ideia. Ao observar que os produtos sozinhos não tinham muito valor de mercado, pensou em fazer uma sociedade com porcos, pois, com os dois produtos juntos poderiam oferecer uma experiência e aumentar a proposição de valor, passando uma mensagem de que não estariam vendendo apenas ovos e bacon, mas sim um café-da-manhã completo (pelo menos nos Estados Unidos as pessoas tem esse hábito).
Toda empolgada com sua grande ideia, se dirigiu ao grupo dos porcos para apresentá-la ao representante-dos-porcos. Encontrando-o disse:
- Olá representante-dos-porcos! Tenho uma proposta muito interessante para oferecer pra vocês.
- Diga galinha.
- Pensei em fazermos uma sociedade e vendermos a soma de nossos produtos de forma que possamos lucrar mais. Passamos a vender um café-da-manhã completo ao invés de apenas ovos e bacon. O que você acha?
Sabiamente o representante-dos-porcos respondeu:
- É fácil para vocês galinhas venderem algo com o qual estão apenas compromissadas. Quando nós vendemos algo com o qual estamos envolvidos.

Ou seja, para produzir o bacon os porcos tem que morrer, enquanto que as galinhas tem apenas que fazer um certo esforço que não põe suas vidas em risco. Dessa mesma forma, existem pessoas que apenas tem o compromisso de executar algo, enquanto outras tem que se sacrificar para fazer uma coisa acontecer. No Empreendedorismo as pessoas correm um alto risco, pois estão apostando suas vidas em algo do qual não tem certeza se serão realmente recompensadas. No caso do empreendedor dentro das empresas (empregado empreendedor) há um risco também envolvido embora seja bem menor.

Com relação à física aprendemos que para toda ação existe uma reação, da mesma forma que quanto mais empenho você demonstrar, quanto mais envolvido você estiver com o que está fazendo, maiores serão suas chances de ter sucesso.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

O maravilhoso barulho do silêncio!

O barulho do silêncio é umas das melhores coisas da vida para facilitar a reflexão sobre nós mesmos. Esse barulho acontece entre 1 e 3 horas da manhã. Poucas coisas são tão boas para nossa evolução neste mundo de provas e expiações. Perdi as contas de quantas noites acordei 03:00h., sentei-me na varanda de casa ou encostei-me na janela, olhando para o firmamento onde reluzia uma lua extraordinária, para buscar o equilíbrio essencial depois de um dia loucamente corrido e estressante. Todos nós precisamos de equilíbrio essencial para mantermos nossa saúde física e mental, de forma a permitir que esse equilíbrio encha nossas vidas e nossos relacionamentos, por muitos anos, até a velhice.

Pesquisando na WEB achei dois textos interessantes sobre o assunto.


O Barulho do Silêncio
por Rebeca Levy
http://portaldoeducador.org/o-barulho-do-silencio/
Algo que sempre me interessou é a marca de um humano para com o outro humano. O processo identificatório é por demais inconsciente e não temos controle sobre ele. Sabemos que através das identificações conscientes e inconscientes, o aluno pode ter toda sua trajetória de vida alterada, modificada. Marcas que a vida e os professores tatuam no aluno!Quanta responsabilidade, tem um professor!
Insisto nisto porque percebo que a preocupação com o conteúdo a ser transmitido é cada vez maior e ocorre cada vez mais precocemente no processo de maturação infantil. Quando a criança não se expressa, parece até, que o que ela vive, não é real, não está acontecendo. Fica imersa na dificuldade de distinguir fantasia e realidade.
Tanto se fala da hiperatividade, déficit de atenção, ritalina, etc….eu fico pensando no “barulho do silencio”. Na criança que supostamente tão adequada está desajustada! Silenciosa…………..tenta calar seus ruídos internos sem fazer barulho. Repleta de conteúdos íntimos  que teriam que ser ordenados,classificados,discriminados,nomeados,examinados,rearranjados antes de poder absorver o conhecimento que lhe será transmitido.
Como resgatar a atividade na hipoatividade? Como resgatá-la do silencio, da “não queixa”, como compreender o que ela não diz, o que não expressou e comunicou? Como lidar com a “tentação” de deixa-la de lado porque não atrapalha…………….frente a tantos que fazem tanto ´barulho? Vai o professor atrás do ruído silencioso?
Ah!! Como Piaget ficaria feliz com esta matemática do amor, onde somar não é conta de adição, onde diminuir angustias é a verdadeira subtração!!Dividir conhecimento e multiplicar leveza, este sim é um conhecimento construído junto ao aluno, perene. É a verdadeira preparação para a avalanche de informações que terá de lidar durante toda sua vida.

Outro texto sensacional está neste site aqui - http://www.recantodasletras.com.br/cordel/2241320





quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Último semestre na faculdade - Estamos chegando lá!

No segundo semestre de 2014 já não estaremos mais dividindo uma sala de aula e as preocupações do curso de Letras. Nossos vidas tenderão a tomar rumos distintos, mas o tempo que vivemos juntos - que estamos vivendo juntos - é um tesouro que irá perdurar por toda a vida. É muito gratificante olhar para trás e perceber que nestes cinco semestres vividos até aqui na faculdade as amizades foram mais importantes que as crises e os problemas do curso. Soubemos superar as divergências e nos mantivemos coerentes com os princípios que regem uma relação civilizada e amiga. Fomos felizes desde a primeira semana de aula, assim, teremos poucas coisas das quais precisaremos nos arrepender! Amarei estas almas para sempre! Obrigado a cada um de vocês, alunos e docentes! Espero que vivamos intensamente cada segundo dos meses que virão!


REAÇÕES DO CORPO ÀS EMOÇÕES

REAÇÕES DO CORPO ÀS EMOÇÕES
Muito interessante esta pesquisa divulgada hoje. Observem que as imagens de felicidade e amor são vibrantes, mostrando calor humano. Entre as emoções ruins o orgulho vence disparado os outros e a depressão praticamente apaga a pessoa. Curioso que a inveja deixa a cabeça quente e um ponto no lugar onde fica o coração.


Por que nossa política é tão burra

Por que nossa política é tão burra

Pode dizer que eles não representam você. Que são todos ladrões. Mas a razão da picaretagem está mais próxima de nós do que do Congresso. E a solução também

por Maurício Horta. Edição: Karin Hueck
A raiz do problema

O novato estava tão incomodado com o bate-boca no plenário da Câmara que o veterano foi consolá-lo. "Olha, Tiririca, eu entendo seu nervosismo", disse Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), descendente do Patriarca da Independência, cuja família está na política nacional desde 1822. "É que você está acostumado com o circo. O circo é um ambiente de paz, harmonia, alegria. E de organização. Aqui é essa baderna, essa gritaria danada", disse o deputado de 83 anos e nove mandatos. Tiririca concorda. "Nos três primeiros meses, fiquei muito acuado. Mas vi que funcionava assim, e ponto", diz o segundo deputado mais votado da história, com 1,35 milhão de votos (atrás apenas do falecido Enéas). Mas, mesmo com tanta popularidade, Tiririca vai abandonar a política. Quando o Partido da República o convidou a ser candidato, sua mãe o convenceu a aceitar porque assim ele poderia "ajudar muita gente". "Só que não é assim. É interesse próprio, é interesse de partido, é interesse do governo." Na campanha, ele prometeu contar ao eleitor o que fazia um deputado federal. Hoje ele sabe. "É uma pessoa que trabalha muito e produz muito pouco."

Tiririca virou ícone da descrença na democracia brasileira. Da sua eleição ao anúncio de volta à vida circense, a mensagem é a mesma - "pior que está não fica". Mas será que as coisas vão tão mal assim? Comparado aos nossos colegas emergentes, somos até uma democracia admirável. Nossas eleições são livres. Nosso sistema de votação eletrônica, embora peque em transparência, é referência mundial. Nossa imprensa é independente, ao menos nas principais capitais. E temos três poderes bem divididos. Ok, a presidenta tem grande poder - como administrar um orçamento de R$ 2,3 trilhões e criar medidas provisórias com valor de Lei. Mas, para servir de freio a ela há 513 deputados e 81 senadores que estão lá representando o povo e seus Estados. Sem a aprovação deles, no Congresso, o Executivo não faz nada. No papel, é um modelo lindo. Só que na prática eu, você e a torcida de todos os times da pátria sabemos que a verdade não é bem por aí.

Tudo funcionaria bem, não fosse o fato de, em vez de um mandato, o Congresso receber carta branca de seus eleitores. Sim, deixamos nossos representantes fazerem o que quiserem com seus cargos. Passado um mês desde a eleição de 2010, um em cada cinco eleitores havia se esquecido em que parlamentar tinha votado, segundo pesquisa do Tribunal Superior Eleitoral. Já o Estudo Eleitoral Brasileiro, feito pela Unicamp, mostra que 70% esqueceram em 2010 em que deputado votaram quatro anos antes. Não é que o brasileiro não sinta que seus representantes o representem. Ele sequer sabe quem é o seu representante. E, sem isso, o congressista não tem controle. Faz o que quer.

Vamos às urnas a cada dois anos, mas no resto do tempo não participamos das escolhas feitas no bairro, na igreja, no trabalho e nos outros espaços que fazem parte da nossa vida. "A política virou um departamento à parte, dissociado da sociedade", diz o deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ). "E o povo a vê como uma instância que não lhe diz respeito." O resultado é que dificilmente a carreira política atrai as pessoas mais capacitadas. Você tem algum amigo talentoso? Pois bem, provavelmente ele não quer ser político. Em geral, pessoas talentosas vão à universidade, escolhem uma profissão e vão brilhar muito em uma empresa ou em qualquer espaço onde lhes deem recompensas mais imediatas e palpáveis. A política é frustrante demais. Para entrar nela, é preciso atravessar a piscina de lama do financiamento eleitoral. Depois, é necessário lutar contra um grupo de pessoas que estão lá por motivos que não são exatamente "a formação de um país melhor". A quem então interessaria a profissão de suas excelências?


Bem-vindo ao zoológico

Poucos quilômetros passados desde o aeroporto Juscelino Kubitschek, chega-se a um trevo no qual uma placa indica: "zoológico". Parece piada, mas, se você seguir a indicação, chegará a Brasília. Como um zoológico, a capital federal é isolada do hábitat natural da maioria da população (a única região metropolitana a menos de 12 horas de ônibus é a de Goiânia). Ao mesmo tempo, também reúne num pequeno espaço uma fauna muito representativa da diversidade brasileira. Para garantir essa representatividade, os espécimes expostos passam por uma seleção que acontece a cada quatro anos: as eleições para deputado ou senador.

Em alguns países, como nos EUA, a eleição para a Câmara é como uma competição de 100 metros rasos - cada cadeira representa um distrito, disputado por alguns poucos candidatos próximos ao eleitor. Em outros países, como a Espanha, é como uma prova de equipe - vota-se num partido, que apresenta uma proposta política. Já no Brasil, temos uma ultramaratona. São milhares de candidatos disputando as cadeiras de um Estado inteiro, cada um correndo por si. Segundo o cientista político Barry Ames, da Universidade de Pittsburgh, esse nosso sistema dá espaço para quatro tipos de candidatos - e nenhum deles é aquele seu amigo talentoso. Vamos chamá-los de Líderes de Entidade, Burocratas, Caciques e Pastores.

Em regiões metropolitanas, quem tem mais chance são os Líderes de Entidades: sindicatos, federação de indústrias, associações de comerciantes e conselhos de profissionais. Essas entidades se organizam em torno dos interesses de sua categoria e lançam líderes para defendê-los em Brasília. Já em campanhas espalhadas pelo Estado, ganham uma vantagem tremenda os Burocratas, como os secretários de educação ou saúde. Eles são figuras que, por terem ocupado cargos estratégicos no Executivo, têm uma grande exposição para a população - e acabam lembrados na hora das urnas.

Agora, no eleitorado de municípios menores, quem ganha são os Caciques - geralmente, membros de famílias políticas tradicionais na região. Uma vez no poder, elas conseguem fortalecer sua influência alimentando seu curral eleitoral com verbas federais. E, por fim, há uma última possibilidade: juntar votos de algumas poucas pessoas que tenham algo em comum, mas que estejam espalhados por todo o Estado. A princípio, isso vale para qualquer minoria - vegetarianos, correntes ideológicas radicais, descendentes de imigrantes, LGBTs... Mas para se eleger é preciso mais do que uma identidade. É necessário ter líderes, uma estrutura de campanha e uma rede de seguidores. Hoje, quem tem isso mais bem organizado são os pastores de igrejas evangélicas.

Essa divisão tem um problema sério: o poder se torna um incentivo por si mesmo. Só será eleito quem já tiver poder. Afinal, como competir com um burocrata que tem a máquina pública a seu lado? Ou com um líder religioso que controla as almas de seu rebanho? Diante do moto-perpétuo político, não há espaço para pessoas com talento, nem para os interesses do cidadão comum. Assim, a política deixa de ser um lugar para a discussão de ideias ou para a construção de um país melhor - ela apenas serve para manter as antigas e duvidosas estruturas. Ou seja, melhorar a nossa vida não necessariamente está em debate por lá.

PIOR QUE O CONGRESSO, SÓ OS PARTIDOS
Porcentagem de avaliação boa ou ótima por instituição*
Igreja Católica - 68,5%
Rede Globo - 64,8%
Igreja Evangélica - 58,6%
Governo Federal - 49,9%
Grandes empresas - 47,5%
Congresso Nacional - 22,9%
Partidos Políticos - 19,4%

*Estudo Eleitoral Brasileiro, Centro de Opinião Pública, Unicamp, 2010
FAMÍLIA, FAMÍLIA
No Congresso, 92 deputados e 30 senadores são parentes de políticos tradicionais. O poder, afinal, circula nas veias.

SANGUE AZUL...O deputado federal mineiro Bonifácio Andrada é do tempo do Império. Seu tio trisavô, José Bonifácio de Andrada e Silva, é o cara que convenceu o então príncipe regente Pedro a dizer ao povo que ficaria. Desde então a família Andrada contou com 15 deputados e senadores, oito ministros de Estado e dois do Supremo, além de governadores, prefeitos e vereadores. Como ele faz isso? "Semanalmente vou a Barbacena, onde fica minha família. Atendo o povo, faço reuniões políticas", diz. E a linhagem segue forte com seus filhos Toninho e Martim Francisco (PSDB), prefeitos de Barbacena, e o caçula Lafayette, deputado.

...OU VERMELHOAlçada à política quando militava com as Comu-nidades Eclesiásticas de Base em comunidades carentes, a família Tatto conquistou sua base eleitoral na Capela do Socorro - uma região periférica de São Paulo cinco vezes mais populosa que Barbacena. Levando serviços para sua base e colhendo votos, a família tem hoje Jilmar Tatto (PT-SP) como secretário municipal de Transporte de São Paulo, Ênio Tatto (PT-SP), deputado estadual e Arselino e Jair como vereadores.

A corrida do ouro
Certo, sabemos o perfil de quem se elege. Mas, antes de começar a eleição do voto, o candidato precisa vencer uma outra: a eleição do dinheiro. Afinal, uma campanha é muito cara. Envolve gravações em estúdio, organização de comícios, aluguel de carros de som e escritórios em várias cidades. Quanto dá em média? Em 2010, cada deputado federal eleito arrecadou em média R$ 1,1 milhão. Isso legalmente. Já ilegalmente não dá para saber, pois a grana rola fora dos bancos, em maletas e cuecas.

Quais as diferenças entre a eleição do voto e a da grana? Bom, na primeira todo cidadão tem o mesmo valor: um único voto em um único candidato. Já a eleição da grana é desigual. Quanto mais rico o doador, mais ele pode doar - para pessoas físicas, até 10% dos seus rendimentos; para empresas, até 2%. Isso significa o óbvio. Por exemplo, em 2010, o ex-governador e um dos maiores produtores de soja do mundo Blairo Maggi (PR-MT) teve direito a votar com muito mais dinheiro do que você, leitor comum: R$ 779,8 mil do próprio bolso e R$ 435,5 mil do grupo empresarial que ele controla. Hoje é senador, integra a bancada ruralista e preside a Comissão de Meio Ambiente (apesar de ter recebido o nada honroso prêmio Motosserra de Ouro, do Greenpeace, concedido a quem mais destrói, justamente, o meio ambiente). Como é permitido doar a quantos candidatos quiser, a maioria dos grandes financiadores diversifica os donativos. Não quer vincular seu nome a um candidato específico? Basta dar a grana para um intermediário - o comitê partidário -, que depois a repassa para o candidato.

Em 2010, 91,3% do financiamento foi feito por empresas. Mas por que o setor privado doa tanto dinheiro para um político se reeleger? Desejo de fortalecer as instituições democráticas? Uhm, não exatamente. As empresas que mais doam são também as com maiores interesses no governo. Dos R$ 4,2 bilhões totais, R$ 400 milhões vieram de 14 construtoras - sim, aquelas que mais tarde terão contratos para realizar obras públicas. Outros R$ 155 milhões vieram de dez bancos privados, que dependem da política econômica do governo. Ao que tudo indica, as empresas não doam - elas investem.

Qual o impacto disso na política? O primeiro é um golpe na credibilidade. Por que você compra a SUPER? Provavelmente porque você confia nas informações aqui. Sim, os R$ 13 de cada exemplar são salgados, mas é o preço que permite à revista ser independente. Se, para escrever uma matéria, aceitássemos dinheiro de alguma parte interessada, o preço da revista poderia diminuir - só que você deixaria de confiar em nós. É o mesmo com a política. "Eu já recebi uma doação de uma cervejaria. Mas aqui no Senado comprei uma briga para proibir a publicidade de bebida. Os caras vieram falar comigo, me pressionaram. Não mudei de posição", diz o senador Cristovam Buarque (PDT-DF). "Mas duvido que voltem na próxima eleição, né?"

Em Brasília, 19 horas

"A figura do político está mais por baixo do que umbigo de cobra. Você vira um leproso quando é candidato. Chega a machucar", diz o deputado federal Guilherme Campos, líder do PSD na Câmara. E depois de eleito? "Aí, todo mundo é seu amigo." Portanto, aos eleitos, parabéns. Agora, o parlamentar receberá uma bela estrutura do Estado para exercer suas atividades. O salário é bom, mas não é de marajá. É próximo ao de diretores de empresa: R$ 26,7 mil. Depois, será sorteado seu gabinete. Se tiver sorte, ele irá para o anexo IV - um prédio com balcões de companhias aéreas no térreo, elevadores exclusivos parlamentares, gabinetes de 39 m2 e banheiro privativo. Se tiver azar, terá de se contentar com o anexo III - o "favelão". Então, receberá belos R$ 78 mil mensais para contratar a equipe de até 25 funcionários em seu gabinete. E, para cobrir gastos com combustível, avião, telefone e divulgação de suas atividades, há o "cotão" - uma ajuda de R$ 21 a R$ 44 mil. Somando tudo, temos o segundo parlamentar mais caro do mundo, depois do americano.

Mas o que ele consegue fazer com tudo isso? Se sua função fosse propor projetos de lei, a coisa iria bem: em 2012 foram apresentados 1.841 projetos. Só que, deles, apenas 13 foram aprovados (e desses, quatro foram originados no Congresso. QUATRO, sendo que um era para aumentar o salário dos servidores do Senado). Em parte isso acontece porque uma infinidade dos projetos é irrelevante - datas comemorativas e propostas estapafúrdias, como a penalização da heterofobia e a obrigatoriedade da plantação de uma árvore a cada criança nascida. "O mais frustrante no Congresso é a incapacidade de realizar aquilo que você promete na campanha", diz Fernando Gabeira (PV-RJ), que, depois de quatro mandatos de deputado federal, abandonou a Câmara para tentar a eleição a governador do Rio de Janeiro em 2010. "Já os grandes temas de porte nacional foram levados ao Tribunal de Justiça, como o aborto de anencéfalos, a união civil e a marcha da maconha".

CORONÉIS ELETRÔNICOS
As famílias tradicionais podem ir além de seu reduto eleitoral com uma ajudona: a mídia. Ao menos 60 parlamentares são donos de meios de comunicação. Quem recebeu concessões de TV durante a ditadura e o governo Sarney se destaca.

Família Magalhães (BA)
- Rede Bahia
- Jornal "Correio*"

Família Franco (SE)
- TV Sergipe
- "Jornal da Cidade"

Família Collor de Mello (AL)
- TV Gazeta
- Jornal "Gazeta de Alagoas"

Família Maia (RN)
- Rede Tropical de Comunicação
Família Sarney (MA)
- Rede Mirante
- Jornal "O Estado do Maranhão"

Família Barbalho (PA)
- Rede Brasil Amazônia de Televisão
- Jornal "Diário do Pará"

AS TENTAÇÕES DO PODERÉ tudo ladrão? Não. Mas veja como os parlamentares podem usar a política para tirar proveito próprio.
1. O TIRA-GOSTO
Cada parlamentar custa em média R$ 7,4 milhões por ano. Com a verba de gabinete, é comum contratar funcionários domésticos e retribuir cabos eleitorais e doadores de campanha. O senador Fernando Collor (PTB-AL), por exemplo, já chegou a pagar com verba de gabinete o jardineiro da Casa da Dinda e duas arquivistas do "Centro de Memória Fernando Collor". Já o "cotão" pode ser indevidamente usado para comprar jornalistas, pagar material de campanha e contratar empresas-fantasmas.

2. O LANCHINHO

Para continuar na vida política, os caciques regionais precisam manter seu curral eleitoral. Como? Com as "emendas parlamentares" - o direito de remanejar R$ 15 milhões do Orçamento Geral da União. Com elas, o parlamentar constrói creches, compra ambulâncias e fortalece alianças com prefeitos locais. Se quiser se reeleger ou disputar um cargo executivo, meio caminho andado. Mas tem mais. Essas emendas podem ir para entidades-fantasmas, contratos superfaturados, ONGs de amigos...

3. O PRATO COMERCIAL

Políticos podem propor e votar matérias de acordo com os interesses dos setores que os elegeram. Para isso, eles se organizam em Frentes Parlamen-tares - grandes bancadas suprapar-tidárias que defendem causas específicas, como ambiente e porte de armas. Mas há também os interesses de quem pagou a eleição. E é nesse momento que lobistas e financiadores de campanha recebem o retorno de seus investimentos. "Fiz um projeto para proibir embalar bebidas alcoólicas com garrafa PET", diz o deputado Alfredo Sirkis (PV-RJ). "Mas o projeto foi destroçado nas várias comissões em função de lobbies."

4. O BANQUETE

Para que um presidente consiga governar, ele precisa de apoio no Congresso. E o que o Planalto pode oferecer em troca são ministérios. O PMDB ficou com a Previdência, Minas e Energia e outros três. O PDT, com o Trabalho. PCdoB, com os Esportes. O PP, de Maluf, com as Cidades. E por aí vai. Para o governo, isso dói bastante, porque significa comprometer parte do programa de governo. Mas, se não quiser abrir mão, vai precisar utilizar mecanismos menos ortodoxos, como mensalidades em troca de votos. Como no Brasil temos 24 partidos na Câmara, sendo que o maior tem apenas 17% das cadeiras, há muito o que se negociar.

Chega de tanta burrice

Sim, algo deu errado. O que fazer, então? Sonhar com uma bomba no meio do Planalto Central, como pedem certas campanhas de Facebook? Derrubar tudo e começar de novo? Bom, a Rússia fez isso na Revolução de 1917, e a Alemanha também, em 1933. E, se você se lembrar da aula de História, nenhuma das duas tentativas terminou bem. Como disse Winston Churchill ao Parlamento inglês em 1947, "a democracia é a pior forma de governo - exceto todas as outras". Algumas reformas poderiam melhorar bastante a dinâmica da nossa democracia - ainda que não resolvam a raiz do problema. Há quase duas décadas, o Congresso tem prometido isso por meio de uma reforma política. Na prática, só entregaram duas mudanças: a emenda da reeleição, obtida sob denúncias de compra de votos, e a Lei da Ficha Limpa, votada sob a pressão de 1,3 milhão de assinaturas. "Muita gente fala que o sistema não funciona e que é preciso uma reforma. Mas essa reforma não é feita justamente porque deputados e senadores precisam votar nela. Por isso, ela acaba fracassada", diz Gabeira. O principal ponto dessa reforma política é a mudança do sistema eleitoral - aquele sistema maluco que transformou as eleições do Legislativo numa caríssima maratona.

Mas isso seria apenas o primeiro problema a ser resolvido na nossa política. O segundo, tão importante quanto, é a questão da grana. Como já vimos, as empresas têm imenso poder no nosso jogo político. Uma alternativa seria botar o Estado para financiar todo o processo. No financiamento público, pessoas físicas ou empresas não podem doar para nenhum candidato - apenas para um fundo público, que também receberia o dinheiro de impostos. Isso, em parte, já acontece. Em 2012, o horário eleitoral gratuito custou aos cofres públicos R$ 606 milhões em renúncia fiscal e R$ 286 milhões do fundo partidário (uma ajuda de custo a que partidos políticos têm direito). Mas o financiamento público traz alguns pontos importantes. Quanto será dinheiro suficiente e quanto será dinheiro demais? Por que um cidadão seria obrigado a dar o dinheiro de seus impostos para um partido com cujas ideias não concorda?

Foi pensando nessas questões que Lawrence Lessig, professor de direito em Harvard e cofundador do Creative Commons, teve uma ideia. Para ele, a grana do fundo público de campanha deveria virar um "vale-democracia". Digamos que cada eleitor tenha direito a um vale-democracia fixo de R$ 50, deduzido do imposto de renda. É um dinheiro que você iria gastar de qualquer jeito, mas que vai para as eleições, para o candidato da sua preferência. Se você quiser apoiar a campanha de alguém, é só dividir o vale-democracia entre quantos candidatos quiser. Se você não quiser fazer isso, o voucher vai direto ao partido ao qual você é afiliado. E, se você não for afiliado a nenhum partido, ele vai para financiar a Justiça Eleitoral.

O sistema não impede as doações privadas, desde que haja um limite do quanto se pode doar. Se você quiser dar uma ajuda extra a alguém, poderá contribuir com, no máximo, R$ 100 - seja você um estivador, seja você o Eike Batista. O resultado é que vai se dar bem na campanha quem tiver capacidade de mobilizar mais microdoadores (as pessoas), e não quem tiver relações com os grupos econômicos mais interessados em influenciar os rumos da política. Quem vai decidir isso serão muitos cidadãos - e não só algumas empresas. Ou seja, o interesse do povo pode entrar na pauta. Claro que essa ideia também tem seus problemas. Por exemplo, ela democratizaria apenas a superfície do financiamento eleitoral - o mundo das doações não-contabilizadas, os famosos caixa 2, seguiria existindo. E poderia até crescer.

A terceira reforma necessária já começou a valer. É a transparência. Desde maio de 2012, todos os órgãos públicos e privados que recebem dinheiro público são obrigados a fornecer quaisquer dados a qualquer pessoa que pedir - sem que ela precise explicar seus motivos (só não vale informação pessoal ou sigilosa.) Também precisam publicar na internet dados como o uso de recursos, editais de licitações, contratos e tantos outros documentos que revelem o andamento da administração. Assim, o Brasil colocou em prática o que já prometeu 23 anos antes em sua Constituição, e se tornou o 90º país a abrir seus dados públicos. Com uma vantagem - fez isso já numa era de democratização da internet e redes sociais.

Só que isso por si só não faz revolução. Dados amontoados não significam muita coisa. Para que eles se transformem em informação, é necessário que sejam interpretados. Ou seja, só servem para algo quando os seres humanos entram na jogada. E é nesse ponto que, finalmente, começamos a encontrar a verdadeira resposta para a embananação da democracia no Brasil: a participação popular. Corrupção, hegemonia de grupos econômicos nas decisões políticas, paroquialismo... Todos as burrices que vimos nas páginas anteriores são apenas reflexos de um único problema: a falta de participação popular na política.

Um sinal retumbante

Enquanto este texto era escrito, milhares de manifestantes se reuniam a menos de um quilômetro da redação da SUPER. Foi o 5º, e maior, protesto organizado pelo Movimento Passe Livre, que conseguiu baixar a tarifa de ônibus na cidade. Desde 13 de junho, quando a tropa de choque da Polícia Militar atacou manifestantes que gritavam "sem violência", o movimento ganhou apoio de pessoas que até então o criticavam pelo vandalismo de uma minoria. Manifestações se espalharam pelo Brasil e por algumas cidades europeias e americanas. Em São Paulo, diga-se, a manifestação contra os R$ 0,20 a mais ganhou como mote a frase ""não são só os R$ 0,20".

É que esse tipo de movimento, organizado em redes, sempre ganha vida própria, sem uma cartilha definida. Os protestos então, acabaram difusos - basicamente "contra tudo". Mas isso é o de menos. Essas manifestações, no fundo, foram algo muito maior: um sinal retumbante de que os cidadãos querem derrubar o muro entre sociedade e política.

Sinais mais silenciosos têm pipocado também, numa velocidade crescente. Um exemplo surgiu em Maringá, Paraná. Durante os anos 90, mais de R$ 100 milhões foram desviados da prefeitura. Quando a mutreta foi descoberta, em 2000, a revolta foi enorme. Mas, em vez de ficar reclamando, a sociedade civil decidiu reagir. Primeiro, lideranças se reuniram e fundaram a Sociedade Eticamente Responsável (SER), em 2004. No ano seguinte, o novo prefeito, Silvio Barros (PP), abriu os dados da prefeitura num portal de transparência na internet. Então, para escrutinar esses dados, o SER formou em 2006 o Observatório Social de Maringá. Sua função era basicamente dar treinamento para que qualquer cidadão sem filiação a partido político monitorasse voluntariamente o uso de dinheiro público do município. Professores, aposentados, estudantes, advogados. Não importa. Em vez de perder tempo compartilhando posts raivosos ou comentando matérias no Facebook, os voluntários puderam usar sua indignação analisando se editais de licitação não eram viciados, divulgando-os para o maior número de empresas possível, fiscalizando os preços, as quantidades e a qualidade dos produtos e serviços licitados, e acompanhando sua entrega. Deu tão certo que, em 2009, o Observatório Social de Maringá venceu um concurso em Inovação Social da ONU para América Latina e Caribe. E a ideia se espalhou para mais de 60 municípios pelo Brasil.

A REGRA DO JOGO

Reformar o sistema eleitoral ajuda? Talvez. Mas qualquer alternativa tem seus problemas.
LISTA ABERTA

Eleitores votam nos candidatos, não nos partidos.
- Qualquer pessoa com base eleitoral tem chance.
- Há grande espaço para minorias.
- O excesso de candidaturas aumenta o custo de campanha.
- A campanha se foca no candidato, e partidos perdem importância.

EXEMPLOS: países escandinavos, Brasil.

LISTA FECHADAEleitores votam nos partidos, que já têm uma lista de candidatos pré-definida.
- O foco da campanha são as ideias, não as personalidades.
- Partidos buscam representar vários grupos sociais.
- Os candidatos se distanciam dos eleitores.
- Novas lideranças têm poucas chances.

EXEMPLOS: Portugal, Espanha, África do Sul.

VOTO DISTRITALAqui, os Estados são divididos em distritos eleitorais (muito menores que Estados) e cada um pode eleger um candidato.
- Candidato tem mais contato com o eleitor.
- O número de candidatos por distrito é limitado.
- Interesses locais se sobrepõem aos nacionais.
- Minorias são enfraquecidas.

EXEMPLOS: EUA, Reino Unido, França.

Open bar da democracia
Outro exemplo vem da Índia. Na maior democracia do mundo, a corrupção generalizada impede que dinheiro do governo chegue à também maior população de miseráveis do mundo. O que a organização MKSS começou a fazer em 1994 no paupérrimo e semidesértico Estado do Rajastão? Pegou cópias dos orçamentos dos panchayats (as assembleias de aldeia, base do sistema político indiano) e começou a lê-los em público para a população - assim todo mundo podia ver o quanto de dinheiro público deixava de chegar a eles. Como o governo se recusava a liberar documentos, a MKSS integrou um movimento por uma lei de acesso à informação - que foi aprovada para o território indiano em 2005, sete anos antes do Brasil.

Esse tipo de auditoria participativa serve de controle do uso do dinheiro público. É bastante, mas a população engajada pode ir além, se quiser. Não só controlar, mas decidir com o que o dinheiro público vai ser usado. Os primórdios dessa ideia surgiram ainda em 1989 em Porto Alegre. Era o Orçamento Participativo. Nele, a população ia a assembleias para definir as prioridades dos gastos do município. Desde então, a ideia se espalhou pelo mundo. Isso, claro, surgiu numa época em que pessoas precisavam ir à prefeitura até para pegar uma segunda via do IPTU.

Hoje, as redes sociais ampliam drasticamente o nível de participação. O passo mais tímido é botar em votação na internet quais obras pré-selecionadas devem ser realizadas - caso do Orçamento Participativo Digital de Belo Horizonte, iniciado em 2007. Mas ferramentas de crowdsourcing podem levar isso muito mais adiante - e bem mais próximo de você.

Quer que a prefeitura resolva a tampa de bueiro aberta? A lâmpada queimada? Revitalize o canto ermo onde você foi assaltado? Ferramentas como o FixMyStreet, do Reino Unido, e o SeeClickFix, dos EUA, permitem que qualquer cidadão identifique num mapa problemas nos serviços públicos. É o crowdmapping (mapa colaborativo). A prefeitura pode então pegar esses relatos, encaminhá-los para os órgãos certos e, quando resolvidos, mudar o status do post para "fechado". A curto prazo, o cidadão ajuda a administração a saber onde agir pontualmente. A longo prazo, é possível constatar padrões em que os problemas aparecem - e, uma vez conhecendo o padrão, dá para traçar planos para resolver o problema antes mesmo que ele aconteça.

Isso abre espaço para o passo seguinte: usar ferramentas de redes sociais para a democracia direta. Algo parecido com isso aconteceu na Islândia. Em 2008, a economia do país desabou - e a descrença na política se tornou tamanha que levou algum engraçadinho a colocar o país à venda no eBay. Dos escombros, os islandeses decidiram criar uma nova Constituição - escrita não por políticos profissionais, mas pelo próprio povo.

Primeiro, reuniram mil cidadãos estatisticamente representativos da diversidade regional e demográfica do país para fazer um brainstorming sobre o que o país queria ser (pausa para imaginar as ideias esdrúxulas que saíram). Então, elegeram 25 cidadãos para redigir um rascunho da Constituição. As conclusões foram publicadas online para que qualquer cidadão pudesse comentar o texto - foram 3,6 mil comentários e 370 sugestões. Depois de referendado, o texto acabou aprovado por 2/3 dos eleitores.

Isso, claro, só é possível porque a Islândia tem um alto nível de escolaridade, uma pequena população (menos da metade do Acre) e uma enorme vontade de mudar o país. E, infelizmente, a democracia direta apenas funciona em casos isolados. Caso contrário, corre-se o risco de tomar decisões baseadas no calor do momento e contra a vontade de minorias. "Tenho 328 mil seguidores no Twitter, mas não posso escrever `digam as leis que vocês querem¿. Cada um desses 328 mil só vai pensar em si mesmo", diz Cristovam Buarque.

Mas a democracia direta pode também ser usada a favor da democracia representativa, que pouco mudou desde o século 19. Ferramentas em rede podem servir de meio de diálogo e pressão contínuo entre a população e seus representantes. Os primeiros passos já foram dados. Um deles são as petições online. Neste ano, por exemplo, o Congresso brasileiro recebeu mais de 1,6 milhão de assinaturas eletrônicas por meio do Avaaz contra a posse de Renan Calheiros na presidência do Senado. Como o regimento da Casa não reconhece esse tipo de documento, nada foi feito. Mas a pressão chegou lá. Se esse tipo de ação continuar a ser ignorado, a legitimidade desses parlamentares será (ainda mais) deteriorada. Outro passo é o surgimento em vários países de partidos que fazem crowdsourcing de suas plataformas políticas - como o Partido Pirata, presente em 28 países, inclusive com dois assentos no Parlamento Europeu e mais de 40 em assembleias estaduais da Alemanha.

As ações feitas com as novas ferramentas tecnológicas podem ser desdenhadas, chamadas de "democracia do sofá". De fato, elas levantam mais bandeiras contra do que a favor de algo. Também são mais influenciadas por comoções do que pelo debate racional. Por fim, tendem a se desmobilizar tão logo o assunto perde o frescor. Mas a tecnologia traz algo que a velha política não permitia: a troca imediata entre o poder público e a população. Se corrupção e crise de representatividade não passam de sintomas de uma doença maior - o distanciamento entre eleitor e eleito -, as redes sociais podem agir direto na raiz do problema. Elas levam a política para a vida das pessoas, em vez de limitar a participação às eleições. E permitem agir em espaços que vão da rua até o Congresso. E se o sofá não bastar? Então, as redes sociais podem mostrar o seu lado explosivo: a mobilização para protestar nas ruas. O mundo árabe descobriu isso. O movimento Occupy Wall Street descobriu isso. A Turquia descobriu isso. E o Brasil também. Bem-vindo ao futuro da democracia.

Cinco iniciativas para renovar a democracia - de baixo para cima.GOVERNO ELETRÔNICOPara que as ferramentas do governo eletrônico saiam do mundo das ideias e vão para as entranhas do governo, os EUA criaram uma bolsa anual para programadores trabalharem em prefeituras - o "Code for America". Assim, as pessoas que mais sabem programar podem ajudar a transformar prefeituras em órgãos mais transparentes, eficientes e abertos para a participação de seus cidadãos.

PETIÇÃO ALÉM DA INTERNETEnquanto o nosso Congresso não faz ideia do que fazer com petições do "Avaaz", alguns países usam as votações para criar políticas públicas. No "We the People", da Casa Branca, qualquer cidadão pode abrir uma petição, que terá uma resposta se receber mais de 100 mil assinaturas. Na Finlândia, o Parlamento é obrigado a discutir toda petição que reunir ao menos 50 mil assinaturas.

MAPAS POLÍTICOSTudo começou com a eclosão de violência política no Quênia após as eleições fraudulentas de 2007. Um grupo de blogueiros e desenvolvedores criaram o Ushahidi, um site no qual pessoas poderiam apontar casos de violência em um mapa online ou por mensagem de texto. Desde então, a plataforma de cartografia colabo-rativa foi usada para monitorar casos de corrupção e eleições em todo mundo.

PLANEJAMENTO TERCEIRIZADOOito anos de poder é pouco para organizar políticas de longo prazo, como o plane-jamento urbano. Por isso, algumas cidades atribuíram esse tipo de discussões a institutos fora da prefeitura. Neles dialogam três grupos que normalmente se odeiam - academia, sociedade civil e iniciativa privada. O primeiro caso no Brasil surgiu em 1973, em Curitiba, o Insti-tuto de Pesquisa e Planejamento Urbano.

OPINIÃO PÚBLICA - E INFORMADAUma das ferramentas mais importantes para criar políticas públicas são pesquisas de opinião. Mas essas pesquisas podem mostrar mais a desinformação da sociedade do que sua opinião. Uma alternativa para isso é o "deliberative polling", modelo desenvolvido por James Fishkin, da Universidade Stanford. Nele, são selecionadas pessoas que representem estatisticamente uma população. Elas recebem relatórios equilibrados sobre um assunto a ser deliberado e, depois, se dividem em pequenos grupos de discussão, que debate sob a ajuda de um mediador profissional. Então, são novamente convocadas para emitir sua opinião em relação ao assunto. A ideia é que isso representaria a opinião de toda a população, se fosse possível deixá-la tão bem informada quanto esse grupo.

Para saber maisOs Entraves da Democracia no Brasil
Barry Ames, Editora FGV, 2003
Republic, Lost: How Money Corrupts Congress
Lawrence Lessig, Twelve, 2012

A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA - Leitura de férias

A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA - Leitura de férias

Este link que compartilho é de um livro intitulado O Sucesso de Amanhã Começa Hoje. É uma obra que traz uma abordagem muito inteligente sobre a importância da família e das boas relações na sociedade, principalmente no CAPÍTULO SEIS.
Neste guia prático e inspirador, o autor de A jornada do sucesso, As 21 irrefutáveis leis da liderança, Segredos da atitude e Competências pessoais que as pessoas procuram, entre outros livros de sucesso, fala sobre temas fundamentais, como avaliação pessoal, prioridades, criatividade e raciocínio, foco, compromisso, relacionamentos, fé e crescimento. Você está diante de uma grande oportunidade de começar uma vida mais bem-sucedida. E esta oportunidade se chama hoje!

http://books.google.com.br/books?id=sd9yRMb5oO8C&pg=PA113&lpg=PA113&dq=os+jukes&source=bl&ots=Ipwg1MC15h&sig=81-E7kJeMyUPPfoaKagHaOhifVc&hl=pt-BR&sa=X&ei=lWfWUvurA4TisATa04KYCA&ved=0CC4Q6AEwAA#v=onepage&q=os%20jukes&f=false

Educador tem que amar o que faz!

As pessoas me perguntam como vejo a educação e como a pratico no dia a dia com meus alunos queridos. Eis a resposta, considerando que o mundo já tem informação demais. Amo educação e já estou ansioso para retornar à minha sala de aula, para os debates e o enfrentamento dos desafios junto com minhas turmas, na certeza de que com meu trabalho faço a parte que me cabe na empreitada para melhorar meu país lindo!



Casamento é umas das situações mais essenciais para o ser humano


hoje em dia sou meio assim, aos 48 anos

O TEMPO E AS JABUTICABAS

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver 
daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquela 
menina que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ela 
chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.
Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir
quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.
Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos
para reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem
para eventos de um fim de semana com a proposta de abalar o milênio.
Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas,
que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões
de 'confrontação', onde 'tiramos fatos a limpo'.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.
Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: 'as pessoas
não debatem conteúdos, apenas os rótulos'.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a
essência, minha alma tem pressa...
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente
humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não
foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados,
e deseja tão somente andar ao lado do que é justo.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse
amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo.'
O essencial faz a vida valer a pena.

Rubem Alves

Enfrentamento dos desafios

A vida vai ensinando que problemas precisam de solução ou de compreensão. Se a solução se fizer visível no horizonte é necessário um planejamento, com prazos minimamente definidos, e ações fortes que corrijam a questão. Caso o problema não apresente fácil solução, ou que seja necessário pagar um "preço" alto demais, as experiências que assistimos todos os dias nos ensinam a procurar a compreensão, no entendimento da dinâmica dos eventos. Parece a velha lição se renovando: Se não tem solução rápida, melhor dar tempo ao tempo e continuar vivendo.
Seres imperfeitos, buscando a perfeição através das experiências e vivências!
ESTRESSE = COPO D'ÁGUA

Uma psicóloga falando sobre gerenciamento do estresse em uma palestra levantou um copo d'água. Todos pensaram que ela perguntaria "Meio cheio ou meio vazio?". Mas com um sorriso no rosto ela perguntou "Quanto pesa este copo de água?"

As respostas variaram entre 100 e 350g.

Ela respondeu:
"O peso absoluto não importa. Depende de quanto tempo você o segura. Se eu segurar por um minuto, não tem problema.
Se eu o segurar durante uma hora, ficarei com dor no braço. Se eu segurar por um dia meu braço ficará amortecido e paralisado. Em todos os casos o peso do copo não mudou, mas quanto mais tempo eu o segurava, mais pesado ele ficava".
Ela continuou:
"O estresse e as preocupações da vida são como aquele copo d'água. Eu penso sobre eles por um tempo e nada acontece. Eu penso sobre eles um pouco mais de tempo e eles começam a machucar. E se eu penso sobre eles durante o dia todo me sinto paralisada, incapaz de fazer qualquer coisa".

Então lembre-se de "largar o copo"...

Alegria e felicidade

A alegria pode ser comparada a uma chama que queima em nossas almas desde sempre, iluminando de dentro para fora. Já a felicidade parece ter mais a ver com um estado de espírito, coisa de momento, que fica indo e voltando, de acordo com as nossas escolhas e com as experiências que vivemos diariamente. Para não sucumbir às loucuras do mundo precisamos nos fortalecer nos dois sentimentos e isso só se mostra possível quando amamos e nos deixamos amar, quando servimos e deixamos que nos sirvam, quando somos tolerantes e nos deixamos ser compreendidos por aqueles que nos cercam e com quem dividimos nossa vida, neste mundo de provas e expiações. Envolvido em uma profunda reflexão, nesta manhã de sábado, renovo meu apreço e carinho pelas almas amigas e companheiras do SENAI GAMA e FACULDADE FORTIUM. Alem da minha família linda, tenho estes dois pilares de sustentação que dão sentido à minha vida de pai, professor e aluno.
Obrigado a todos vocês!!!

Refletindo

Refletir profundamente, de forma intensa, causa dor. Esse sofrimento gera catarse, que limpa as gavetas de nossa existência, e o resultado de todo esse processo é o renascimento. O mesmo renascimento da Fênix (pássaro de fogo), em perfeitarepresentação de superação dos desafios, para um amanhã melhor. Com as renovações tendemos a nos tornar pessoas melhores, almas melhores!
Desejo uma semana iluminada a todos!

Luiz C. Loiola

Qual será a maior dor?

Vez ou outra fico refletindo sobre qual seria uma das maiores dores na vida de uma pessoa e sempre chego à mesma conclusão: Deve ter terrivelmente avassalador perceber que uma pessoa querida deixou está vida sem que tenhamos tido a oportunidade de abraçá-la com carinho, falar o quanto de amor temos por ela, como foi bom estar junto, conversar, fazer piadas juntos e enfrentar desafios juntos. Sempre deixamos coisas para amanhã e quando parte dessas coisas envolve quem amamos ou admiramos, os riscos de passarmos a vida nos arrependendo aumentam exponencialmente. O dia seguinte não nos pertence! O minuto seguinte é sempre um mistério! O acaso não existe! Seja gentil, amável e paciente com quem ama agora, pois daqui a pouco poderá ser bem tarde para mudar alguma coisa!
TENHAM UM DIA MARAVILHOSO!
GRANDE ABRAÇO!

Luiz Carlos Loiola

27 fatos sobre a faculdade

27 Fatos sobre a faculdade ...

1 – Não importa o quão tarde é a sua primeira aula, você vai dormir durante ela.
2 – Você vai mudar completamente e nem vai notar.
3 – Você pode amar várias pessoas de maneiras diferentes.
4 – Alunos de faculdade também jogam aviões de papel durante as aulas.
5 – Se você assistir às aulas calçado, todo mundo vai perguntar por que você foi tão chique para a faculdade.
6 – Cada relógio no prédio mostra um horário diferente.
7 – Se você era inteligente no colegial… azar o seu!
8 – Não importa tudo o que você prometeu quando passou no vestibular, você vai às festas da faculdade, mesmo que sejam na noite anterior à prova final.
9 – Você pode saber toda a matéria e ir mal na prova.
10 – Você pode saber nada da matéria e tirar dez na prova.
11 – A sua casa é um ótimo lugar para se visitar.
12 – A maior parte da educação é adquirida fora das aulas.
13 – Se você nunca bebeu, vai beber.
14 – Se você nunca fumou, vai fumar.
15 – Se você nunca transou, vai transar.
16 – Se você não fizer nada disto durante a faculdade, não fará nunca mais na vida, a não ser que você faça uma nova faculdade.
17 – Você vai se tornar uma daquelas pessoas que seus pais falaram para você não se meter com elas.
18 – Psicologia é, na verdade, biologia.
19 – Biologia é, na verdade química.
20 – Química é, na verdade física.
21 – Física é na verdade matemática.
22 – Ou seja, que mesmo depois de estudar anos, você não vai saber nada.
23 – Que sentir depressão, solidão e tristeza, não são frescuras de quem não tem o que fazer.
24 – Que você sempre vai prometer que no próximo bimestre você vai estudar mais, festejar menos, mas sempre acontecerá o contrário.
25 – As únicas coisas que compensam na faculdade são os amigos que você fará lá.
26 – Não verá a hora de terminar a faculdade.
27 – E quando terminar, perceberá que foi a melhor época de toda a sua vida.

Contação de histórias

Uma coisa interessante que é pouco socializada. Vocês sabiam que contar histórias é o meio mais original de encantar a alma humana, em todas as culturas. Livros contam histórias; Filmes contam histórias; Músicas contam histórias. Ouvir boas histórias é apaixonante!

Folga off-line garantida?

Fonte:  http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/eu-estudante/tf_carreira/2017/09/10/tf_carreira_interna,624717/folga-off-line-garan...